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Geral Saude

Psoríase atinge 5 milhões de brasileiros

Causada por uma série de fatores associados, mesmo sem cura, é possível ter uma vida sem lesões ao aliar tratamentos com qualidade de vida, aponta especialista

28/10/2020 23h25
Por: Redação Fonte: Comunicação sem Fronteiras
Foto: Reprodução internet
Foto: Reprodução internet

 

De acordo com informações da ONG Psoríase Brasil, a doença acomete mais de 125 milhões de pessoas no mundo todo. No Brasil, são mais de cinco milhões de portadores da doença que pode surgir em qualquer idade. Nesse dia 29 de outubro é celebrado o Dia Mundial e Nacional da Psoríase e a médica dermatologista Julyanna do Valle Lima (CRM 16116/RQE 10437) explica que, mesmo não tendo cura definitiva, os tratamentos disponíveis são eficientes para que os acometidos da doença possam conviver com uma pele sem lesões, por isso a importância de buscar um tratamento adequado. 

A psoríase é uma doença inflamatória da pele relativamente frequente, que atinge cerca de 2% da população mundial. Pode-se iniciar em qualquer idade e acomete igualmente homens e mulheres. Embora a causa seja desconhecida, pode estar relacionada a vários fatores atuando em conjunto para o seu surgimento como problemas no sistema imunológico, estilo de vida e predisposição genética, como detalha a médica que atende no centro clínico do Órion Complex. “A doença se manifesta com lesões que podem variar desde manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas, descamação e coceira no couro cabeludo até alterações nas unhas e dor nas articulações”, pontua. 

Dermatologista Julyanna do Valle Lima

A doença possui algumas graduações que recebem tratamentos diferentes, mas o que funciona bem para uma pessoa não necessariamente funcionará para outra. “Por isso o tratamento da psoríase deve ser sempre individualizado, pois já é possível viver com uma pele sem ou quase sem lesões, até mesmo para quem apresenta as formas mais graves”, ressalta Julyanna.  Administração de cremes, loções e shampoos são recomendados aos casos mais leves, já nos moderados,  são indicados tratamentos sistêmicos que envolvem a fototerapia (exposição a radiação ultravioleta UVA E UVB), medicamentos orais e, em casos mais graves, as medicações injetáveis, os biológicos (ou imunobiológicos), que foram incorporados recentemente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

É importante ressaltar, que dependendo do tipo e do estado do paciente, as crises podem durar de algumas semanas a meses e as lesões podem mudar de tamanho, forma e localização. Julyanna lembra ainda que embora a psoríase possa causar descamação e vermelhidão no couro cabeludo, semelhante ao quadro de caspa, as duas são doenças de pele  diferentes e  por isso, ao aparecer sintomas é importante consultar um dermatologista, que é o profissional capacitado para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado. “É sabido há muito tempo que a exposição solar moderada melhora muito as lesões, porém, a exposição exagerada pode piorá-las”, completa. 

O estresse emocional é um fator desencadeante bastante conhecido e, por esse motivo, muitas vezes a psoríase é considerada uma doença puramente de fundo emocional. A médica desmente esse mito e lembra que o estresse é apenas um dos fatores desencadeantes que também podem estar associados ao consumo de bebidas alcoólicas e cigarro, por exemplo. No entanto, a redução da ansiedade é importante no controle da doença. “Outro mito que devemos derrubar é sobre contágio. Como já falei, as causas estão relacionadas a uma série de fatores, mas de nenhuma forma é possível transmitir de uma pessoa para outra,” afirma a médica. Além do estresse, podem piorar a situação o hábito de coçar ou cutucar a pele, o tempo frio, que deixa a pele mais ressecada e uso de medicamentos.   

 

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