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Especialista dá dicas para manter as contas no azul

Alta do dólar contribuiu para puxar valor dos produtos básicos para cima e crescimento do desemprego tem contribuído para cenário de instabilidade. Neste Dia do Economista Doméstico, celebrado em 21 de outubro, especialista dá conselhos para famílias superarem a crise sem ter que cortar gastos

21/10/2020 07h16 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: Comunicação sem Fronteira
Especialista dá dicas para manter as contas no azul

Em meio a crise provocada pelo novo coronavírus, os brasileiros também convivem com o aumento da inflação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação de setembro ficou em 0,64%. Já o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que atua diretamente sobre o reajuste dos contratos de aluguel, chegou a 17,94%, alcançando a maior variação em 12 meses nos últimos 17 anos.

O aumento da inflação mostra que os preços para os brasileiros ficaram mais caros. De acordo com o economista e planejador financeiro pessoal da Real Cultura Financeira, João Gondim Neto, um dos motivos que justificam esse aumento dos valores é alta do dólar. “Muitos produtos que fazem parte do nosso cotidiano também são exportados e comercializados na moeda americana, que hoje está acima de R$ 5. Então, acaba sendo mais interessante o produtor vender o seu produto lá fora por um preço maior do que comercializar no mercado interno”, destaca o economista. “Então, os comerciantes brasileiros passam a ter essa concorrência do exterior e, para manter os produtos por aqui, acabam tendo que pagar mais e, consequentemente, a alta é repassada para o consumidor”, destaca João Gondim.

Com a redução das commodities - produtos de qualidade e características uniformes - no mercado interno, produtos que compõem a cesta básica dos brasileiros tiveram uma inflação quase imediata. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) itens certos na cesta dos brasileiros como o óleo de soja (+14,16%) e arroz (+8,21%), estão entre os produtos que tiveram as maiores altas em agosto, em comparação com o mesmo período de 2019. Já a cesta dos 35 produtos mais vendidos nos supermercados brasileiros registrou uma alta de 16,48%.

Essa alta nos valores também preocupam as famílias para as compras de final de ano, principalmente para as comemorações de Natal e Ano Novo. Para o planejador financeiro pessoal, se o consumidor pretende fazer uma boa ceia de final de ano, é necessário se planejar desde agora. “Se a pessoa pretende presentear e fazer o jantar com a família no final do ano, é fundamental poupar desde agora e criar um espaço no orçamento. Deve-se levar em consideração que muitos trabalhadores terão o 13º reduzido porque tiveram o contrato de trabalho suspenso por causa da pandemia e terão menos receita para esse momento”, destaca João Gondim. 

Queda na renda

Outro dado desanimador para as famílias é a queda de renda durante a pandemia. De acordo com pesquisa publicada pela FGV Social, a renda do trabalhador brasileiro caiu de R$ 1.118 para R$ 893 no segundo trimestre do ano. Para superar a situação negativa e ainda se preparar para os novos cortes e até possível fim do auxílio emergencial, Gondim destaca que alguns passos podem ser dados. 

“Muitas pessoas buscam eliminar gastos completos e isso acaba impactando a qualidade de vida. Uma alternativa é buscar enxugar gastos. Uma família de classe média, com dois filhos, tem gastos em cerca de 40 itens, como transporte, alimentação e outras demandas. Se ela conseguir negociar pelo menos R$ 20 em cada item, ela já conseguirá economizar R$ 800,00 sem cortar nenhum item”, destaca o planejador financeiro pessoal.

Outra dica dada pelo planejador financeiro é fugir de alguns gastos desnecessários, optando por marcas que oferecem os mesmos produtos e serviços, mas com preços mais acessíveis. “Os bancos digitais são exemplos de como os consumidores podem economizar durante esse período. Eles oferecem muitos serviços que também são ofertados pelos convencionais sem qualquer custo”, destaca Gondim. “Portanto, uma pessoa pode pagar R$ 1 mil por ano entre anuidade e tarifas com bancos, algo que poderia ser investido em uma viagem, por exemplo”, completa o planejador.

João Gondim (foto) lembra que um fator muito importante e que pode contribuir para a superação de momentos de instabilidade econômica e ainda ajudar a família a construir um patrimônio sólido é buscar qualificação para lidar com a organização das finanças. “Não temos no Brasil uma cultura de fazer o planejamento financeiro doméstico e isso é um problema, que acaba gerando consequências mais graves em momentos de crise”, destaca ele. 

Foi justamente essa visão que o levou a desenvolver um programa de educação financeira para auxiliar as pessoas a desenvolver a habilidade de gerir melhor seus recursos e se preparar para alcançar seus projetos pessoais. “No curso, ensinamos estratégias para sair das dívidas, a desenvolver o hábito de planejar sua vida financeira com base em sonhos e objetivos, a fazer a gestão dos gastos eventuais e utilizar o cartão de crédito como o maior aliado. Mostramos que é possível enxugar gastos sem perder a qualidade de vida”, explica. 

Dicas para desempregados

O aumento do número de desempregados também é um motivo para que as famílias se organizem para conseguir manter suas necessidades sem contrair dívidas. Segundo o IBGE, o desemprego bateu recorde durante a pandemia e alcança mais de 14 milhões de brasileiros, passando a ser de 14,4%. Diante desse cenário de incertezas, Gondim orienta que aqueles que perderam o emprego recentemente devem retirar os excessos e fazer uma boa divisão da receita do acerto até se recolocar no mercado de trabalho.

“O importante é sempre se organizar para situações emergenciais, construindo uma reserva de liquidez que permita menos aflições para quem ficou desempregado. Porém, se a pessoa não teve esse planejamento e ficou desempregado e não tem direito ao seguro-desemprego, pode usar o dinheiro do acerto e dividi-lo por uma quantidade de meses até se recolocar no mercado”, detalha Gondim.

Já aqueles que se planejaram e construíram uma reserva de segurança terão condições de enfrentar esse período de crise com mais fôlego. “O ideal é economizar e ter de reserva entre 2 e 4 meses de renda mensal. Com isso, ela poderá ter o seguro-desemprego, o FGTS e mais essa reserva para buscar se recolocar no mercado de trabalho com mais tranquilidade sem precisar fazer dívidas. O que não se pode fazer é usar esse dinheiro para quitar carros e fazer viagens durante um momento de incertezas”, aconselha o planejador financeiro.

 

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