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Manifeste-se como doador de órgãos

Médica alerta sobre a necessidade de deixar a família informada sobre o desejo de que a vida continue depois da morte. Dados do Ministério da Saúde mostram que a queda no número de transplante durante a pandemia pode chegar a 60%

25/09/2020 07h38
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Por: Jorge Neris
Mariana Di Paula Rodrigues | Foto: Divulgação
Mariana Di Paula Rodrigues | Foto: Divulgação

O primeiro passo para se tornar um doador de órgão é se manifestar para os familiares, pois é deles a decisão final em caso de morte cerebral. Para a pediatra especialista Gastroenterologia Pediátrica, Mariana Di Paula Rodrigues (CRM 13541 / RQE 10514) que lida no dia a dia com casos de crianças que precisam de transplante de fígado, isso facilita a decisão de pais, maridos e filhos que já passam pelo momento delicado de lidar com a perda do ente querido”. Durante o Setembro Verde, ela faz o alerta para quem deseja fazer valer a sua vontade: “manifeste-se”.  

 O Setembro Verde é um período dedicado à campanhas e manifestos para esclarecimento da população sobre o assunto. Mariana, que atende na clínica Bela Infância, instalada no Órion Complex, lembra que, no caso do transplante de fígado, nem sempre as pessoas do núcleo familiar são compatíveis para que uma parte do órgão possa ser doado. “Lidamos diariamente com essas crianças que lutam pela vida e contra o tempo”, declara. O ponto alto da campanha acontece no dia 27, quando o país comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos. 

 Dados do Ministério da Saúde foram divulgados pela Agência Senado e mostram que a campanha já tem surtido efeito positivo. Embora mais de 45 mil pessoas ainda aguardem na fila de espera para um órgão, nos últimos dez anos, o Brasil teve um aumento de 43,3% de no número de transplantes, saltando de 6.426 em 2010 para 9.212 de transplantes de coração, fígado, intestino, pâncreas, pulmão e rim em 2019.

Entretanto, 2020 está sendo um desafio e certamente será um ponto fora da curva de crescimento. Segundo Agência, o Registro Brasileiro de Transplantes, notificou queda de 6,5% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2019. Quando se confrontam os números de doadores no primeiro e no segundo trimestres de 2020, a queda é ainda mais expressiva: 26,1%. 

A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) listou um ranking nessa queda: fígado (6,9%), rim (18,4%), coração (27,1%), pulmão (27,1%), pâncreas (29,1%) e córneas (44,3%). A previsão é que até o final do ano o Brasil deve realizar 3.621 transplantes em 2020, uma queda de 60,6% em relação a 2019. Mariana ressalta que a morte cerebral acontece quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido, uma situação irreversível, mas que ainda  permite salvar outras vidas . “Um corpo precisa de um cérebro funcionando para estar vivo, mesmo que o coração continue batendo, isso só está acontecendo por ajuda de medicamentos e aparelhos e logo também vai parar”, lamenta. 

Atualmente o Senado analisa pelo menos oito projetos que pretendem incentivar a doação de órgãos no Brasil. Um projeto já em vigor institui a chamada doação presumida, onde de acordo com o texto, a pessoa que não deseja doar partes do corpo após a morte deve registrar a expressão “não doador de órgãos e tecidos” no documento de identidade. Já quem deseja fazer a doação, não precisa se manifestar, presumindo o seu desejo.

#Empreender

O projeto Bora Agora #Empreender promovido pelo movimento União GO começou com muitos elogios entre as participantes. O curso tem como principal objetivo oportunizar mulheres vulneráveis a empreenderem e impulsionar seus negócios no mercado de trabalho em tempos de pandemia. No conteúdo metodológico do curso estão desde técnicas de atendimento, finanças pessoais à marketing nas redes sociais. O terceiro módulo segue no próximo sábado (26) na Escola Energia Brasil Profissional, no Jardim Novo Mundo.

Setembro Verde

No Setembro Verde, mês de inclusão da pessoa com deficiência, a maior indústria fabricante de produtos para acessibilidade do Brasil, Planeta Acessível, levou à APAE Piracaia, SP, um pouco mais esperança, representado pela cor verde da ação. A empresa  realizou a manutenção dos pisos (que também foram instalados gratuitamente), substituiu a trilha de piso tátil do Setor Educacional, dando uma nova cor, fixou barras nas portas e no interior dos banheiros e instalou uma sirene na sala de higiene e troca de fraldas, com campainha para ser acionada pelos cuidadores em casos de emergência.

Para o CEO do Planeta Acessível, Marcelo Costa, tornar espaços de lazer acessíveis a todos os públicos é mais que uma simples obra, é respeitar os limites e diferenças. É preciso se adequar, pois o futuro tão esperado já está aqui. Além disso, o empresário, que prevê uma receita de R$ 22 milhões a partir de 2021, diz que 2% da renda arrecadada das vendas do elevador de piscina, lançamento na empresa, será destinada a projetos inclusivos.

 

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