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Parar de fumar: a hora é agora

Indivíduo que fumou por mais de 30 anos um maço de cigarro por dia, tem aproximadamente 18% de chance de desenvolver câncer de pulmão. Risco diminui progressivamente após deixar o vício

29/08/2020 14h56
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Por: Jorge Neris Fonte: Kasane
Parar de fumar: a hora é agora

 

Hoje (29) é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data que busca conscientizar a população dos prejuízos que o vício traz à saúde de curto a longo prazo. Além dos prejuízos respiratórios e uma maior chance de desenvolvimento de câncer de pulmão, o tabagismo aumenta o risco de câncer em praticamente todos os órgãos do corpo, em especial na bexiga, no sangue, no colo de útero, no esôfago, no cólon, nos rins, na boca, na garganta e no estômago, entre outros. “A maior incidência ocasionada pelo cigarro é o câncer de pulmão. De cada 10 casos desse diagnóstico, nove são devido ao tabagismo”, afirma o oncologista do Hospital Oncológico Hemolabor, Juan Manuel Rodriguez. 

Quando comparado a outros tipos de tumores, o câncer de pulmão se caracteriza pela sua alta letalidade, incidência e agressividade. “É um câncer que evolui rápido, principalmente se descoberto em estágio mais avançado”, pontua o oncologista. A alta taxa de mortalidade está ligada não só a agressividade do tumor, mas também ao diagnóstico normalmente tardio da doença. Segundo uma pesquisa publicada em 2018 no Jornal Brasileiro de Pneumologia, mais de 70% dos pacientes têm um diagnóstico da doença em uma fase avançada. Isso faz com que a taxa de sobrevida após o diagnóstico seja menor que um ano. “Se o diagnóstico para pacientes que desenvolvem câncer de pulmão acontece de forma precoce, é possível ter uma sobrevida maior, principalmente se identificado no estágio 1 da doença. Em cinco anos, cerca de 70% a 90% dos pacientes conseguem sobreviver, média que diminui em diagnósticos feitos mais tardiamente”, pontua Rodriguez. 

Prevenção 

Os sinais mais comuns de alerta para o câncer de pulmão são: tosse persistente, escarro com sangue, dor no peito, rouquidão, piora da falta de ar, perda de peso e de apetite, pneumonia recorrente ou bronquite ou sentir-se cansado ou fraco. Além disso, nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns. 

Parar de fumar, mesmo quando já se recebeu um diagnóstico de câncer de pulmão, faz diferença no tratamento e aumenta as chances de eficácia e recuperação. “O tratamento deste tipo de câncer envolve uma série de medidas terapêuticas, medicamentosas e não medicamentosas. Só o fato do paciente deixar de fumar já faz com que ele viva mais tempo do que se continuasse fumando”, destaca Rodriguez. 

O oncologista também pontua que se uma pessoa fumou por mais de 30 anos um maço de cigarro por dia, por exemplo, ela tem em torno de 18% de chance de desenvolver câncer de pulmão. Esse risco diminui progressivamente após o abandono do vício. “Vale ressaltar que, apesar disso, se uma pessoa já foi fumante ela tem maior risco de desenvolver não só o câncer de pulmão, quanto todos os outros tipos de câncer. Não é incomum receber um paciente que parou de fumar há 40 anos e mesmo assim desenvolve um câncer na laringe, na região da cabeça ou do pescoço ou mesmo no pulmão, na bexiga entre outros”, alerta.  

Tratamento  

Atualmente o tratamento do câncer de pulmão também é mais eficiente do que no passado, melhorando em quase 50% a chance do paciente diagnosticado realizar tratamento a tempo e ter uma boa qualidade de vida em um período de cinco anos. “Nas últimas décadas muito se evoluiu na questão do tratamento: desde imunomoduladores, a chamada imunoterapia ou por meio da terapia alvo, que combate alguma mutação específica que o tumor do paciente possa ter, tudo isso aumenta as chances de êxito do paciente com o tratamento”, afirma.  

O especialista explica que, quando diagnosticados no início, pacientes em estágio 1 e 2, recebem tratamento cirúrgico, seguido ou não de quimioterapia e radioterapia. Em estagio 3, habitualmente são tratados com associação de quimio e radio, seguidos de imunoterapia, e pacientes em estágio 4 são tratados de forma multidisciplinar, com medidas farmacológicas e não-farmacológicas.  

Uma preocupação recente dos médicos é que o diagnóstico se torne ainda mais tardio devido a atual pandemia. A maioria das pessoas têm ficado em casa e estão com receio de ir ao médico por rotina ou sintomas mais superficiais, porém é preciso ficar alerta. Por isso, o Hospital Oncológico Hemolabor desde o início da pandemia tem ressaltado a importância de não protelar procurar um médico na persistência de quaisquer sintomas, e que tem prezado pelos cuidados com seus funcionários e pacientes, reforçando protocolos de higiene e o uso de máscaras e álcool gel, além de outras medidas para garantir a segurança de funcionários e pacientes. 

 

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