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Os vastos "mares" de Goiás destacam a vocação turística do Estado

Faça um passeio virtual nesse lindo cenário que só tem Goiás

24/03/2021 10h30
Por: André Oliveira
Pôr do sol no Rio Araguaia, um dos cartões-postais de Goiás Edy César dos Passos
Pôr do sol no Rio Araguaia, um dos cartões-postais de Goiás Edy César dos Passos

 

O estado de Goiás, é privilegiado em relação aos recursos hídricos, com boa parte da região hidrográfica Tocantins-Araguaia percorrendo o seu território. Com disponibilidade hídrica per capita superior a 20.000 metros cúbicos por habitante por ano, o estado tem uma situação riquíssima de água, segundo classificação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Esse volume é quase 12 vezes superior ao piso estabelecido pela ONU, de 1.700 m3/hab/ano. E, entre os muitos usos da água no estado, como o consumo doméstico, o abastecimento da indústria e a geração de energia hidrelétrica, destaca-se também a vocação goiana para o turismo.

“A água está presente em todas as atividades que exercemos, seja como matéria-prima ou como parte dos processos produtivos. O turismo ligado à água é extremamente impactante para Goiás. Temos Caldas Novas, Lagoa Santa, a bacia do Araguaia como um todo e os grandes lagos que estão relacionados à geração de energia, mas que também trazem essa vertente do turismo, em razão do espelho d’água muito grande”, explica o secretário-executivo do Conselho Estadual dos Recursos Hídricos, João Ricardo Raiser.

Nos últimos anos, uma das alternativas de lazer que mais tem chamado a atenção de visitantes goianos e do Distrito Federal é o Lago Corumbá IV. Formado para a exploração do potencial hidrelétrico do rio Corumbá, banha sete municípios: Abadiânia, Alexânia, Corumbá de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto e Silvânia.  Por estar próximo a Goiânia e Brasília, ele hoje está se consolidando como um novo destino turístico.  São águas para refrescar cerca de seis milhões de habitantes que vivem no raio das duas capitais de clima quente e seco.

Os números do Corumbá IV são superlativos. Inaugurado há 15 anos, o lago artificial surpreende pelo porte colossal - são 173 km² de área e capacidade de 3,7 trilhões de litros de água. A energia produzida na usina abastece cerca de 250 mil habitantes do Distrito Federal, o que corresponde a 15% da demanda energética do DF. A barragem de terra tem comprimento total de 1.290 metros e altura máxima de 76 metros. O vertedouro tem três comportas metálicas com capacidade para jorrar mais de 2 milhões de litros de água por segundo. Diante de tanta grandiosidade, muitos moradores da região costumam dizer que o lago é, na verdade, um mar.

O rio Araguaia já era conhecido como o ‘mar dos goianos’, e agora está sendo complementado por esse e outros lagos espalhados por todo o estado”, avalia João Ricardo Raiser, que também é mestre em Gestão de Recursos Hídricos. Ele ressalta a importância de se garantir que as intervenções feitas para a criação desses lagos respeitem não apenas a legislação, na questão do uso da água, mas também que integrem outras atividades. 

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