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Economia Taxa Selic

Com nova Selic, rendimento da poupança é o pior da renda fixa

Projeções realizadas pelo Yubb apontam rentabilidade atual de investimentos em renda fixa como Tesouro Selic, CDBs, LCIs e LCAs

23/03/2021 10h30
Por: André Oliveira
Com nova Selic, rendimento da poupança é o pior da renda fixa

 

Com a primeira alta após seis anos, a Selic chegou a 2,75%, conforme decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). Para saber o impacto desta medida no rendimento dos investimentos em renda fixa, o Yubb, maior buscador de investimentos do país, realizou um levantamento com projeções dos principais ativos. Como destaque, a poupança nova segue como a opção com menor rentabilidade em todos os cenários.

Confira o levantamento completo:

 

 

Rendimento Bruto

Rendimento Líquido

Inflação

Rendimento Real

** Poupança nova* 

1,93%

1,93%

4,60%

-2,56%

Poupança antiga*

6,16%

6,16%

4,60%

1,49%

Tesouro Selic

2,65%

2,12%

4,60%

-2,37%

CDB banco médio

3,45%

2,76%

4,60%

-1,76%

CDB banco grande

2,12%

1,70%

4,60%

-2,78%

LC

3,71%

2,97%

4,60%

-1,56%

LCA*

2,60%

2,60%

4,60%

-1,91%

LCI*

2,70%

2,70%

4,60%

-1,82%

RDB

3,60%

2,88%

4,60%

-1,64%

Debênture Incentivada*

4,00%

4,00%

4,60%

-0,57%

 

“Depois de aproximadamente seis anos, o Copom decidiu pela alta da Selic, o que fez com que os juros básicos da economia brasileira subissem 0,75%. O mercado acreditava que fosse subir 0,5%, esse aumento ainda maior mostra uma preocupação do Copom com inflação, alta do dólar, situação fiscal brasileira e instabilidade política, além de outros fatores”, explica Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb.

Pascowitch aponta três fatores que motivaram a alta da Selic. “O primeiro é a inflação, que está aumentando de forma ameaçadora. Então, o Banco Central e o Copom têm que fazer com que ela pare de subir. E o melhor instrumento do Bacen para isso é subir os juros. Subindo os juros, o crédito no Brasil fica mais caro, as taxas ficam mais altas e o consumo cai. Com o consumo em baixa, a inflação tende a cair também”.

Já os outros motivadores da alta da Selic correspondem ao mercado internacional. “O segundo ponto é que o dólar está muito alto. O Brasil precisa aumentar a sua taxa básica de juros para que os investidores estrangeiros voltem a investir em títulos públicos brasileiros. E, por fim, o terceiro ponto é a instabilidade fiscal. Com as despesas públicas ameaçando o teto de gastos, o investidor estrangeiro acaba se afastando. Portanto, ao aumentar os juros, o Risco Brasil também aumenta e o país volta a ser atrativo para o mercado internacional”, conclui.

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