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Viver sonhando? Quem me dera!

Uma viagem pelo universo da escrita.

14/03/2021 15h00 Atualizada há 4 semanas
Por: Victoria Mendes
Viver sonhando? Quem me dera!

 

É engraçado pensar que desde muito cedo eu sonhava em ser escritora. E quando eu digo “muito cedo”, quer dizer antes mesmo de aprender a escrever. Era simplesmente apaixonada por ouvir e criar histórias, nem que fossem só pra mim mesma. Minha mãe costuma dizer que eu passava horas com uma revista ou um gibi na mão, criando minhas próprias narrativas enquanto observava as figuras, e contando-as em voz alta.

O tempo passou, e dentre muitas outras coisas que eu aprendi a fazer ao longo dos anos, escrever sempre foi uma das mais importantes. Ainda guardo meus diários de quando tinha 10 anos, quando ainda achava que “ausente” era com Z. Ainda tenho algumas das redações favoritas que escrevi na 5ª série, ainda me lembro o nome de todos os personagens do primeiro romance adolescente bobo que comecei a escrever no velho computador do meu pai.

Gosto de imaginar que minha própria história é composta por várias outras narrativas que se entrelaçam entre si, que eu sou fruto de todas as milhares de situações criadas na minha cabeça, algumas delas passadas para o papel. Escrever sempre me ajudou a entender quem eu era, e principalmente quem eu queria ser.

Mas, afinal de contas, o que eu teria de tão importante pra falar? Não é como se eu fosse especialista em política ou entrevistasse celebridades. Não, eu acho que sou simplesmente o que sempre me considerei, desde pequena: uma contadora de histórias. Da minha, das pessoas ao meu redor, dos personagens que existem só na minha imaginação...

Mas o que seria de nós sem histórias? Elas são aquilo que nos unem e que nos separam, o que nos molda e o que nos desmancha, o que nos diferencia dos demais e nos fazem se sentir parte de um mesmo grupo. Histórias são  o que nos fazem humanos, o que nos fazem viver e querer viver.

Gosto de imaginar que, por pelo menos alguns minutinhos no dia, alguém conseguiu usar um pouquinho da imaginação por minha causa. Alguém conseguiu imaginar um cenário, um cheiro, uma pessoa. Que por alguns instantes, alguém se desprendeu da realidade e fugiu para um lugar onde tudo é possível entre um parágrafo e outro. 

Escrever pra mim é isso: criar seu próprio destino de viagem. E poucas coisas me fazem tão feliz quanto fazer alguém viajar comigo.

Por que Maquimera? Bom, isso vem lá da época que eu ainda nem sabia falar direito. Aos dois anos e pouco, minha música favorita era “As Quatro Estações”, da dupla Sandy & Junior (sim, aquela do “outono é sempre igual, as folhas caem no quintal”). Eu adorava aquela música, ela parecia quase como mágica. Mas, como toda criança já fez um dia, eu não sabia a letra direito. Cantava um dos versos da música como “A primavera, a calmaria. Tranquilidade, maquimera.”.

Foi depois de muitos anos de que eu fui descobrir que na verdade se dizia “tranquilidade, uma quimera”. Mas àquela altura eu já havia me apegado ao meu próprio jeitinho de cantar, à minha primeira palavra criada só pra mim. É isso que passou a significar maquimera: essa habilidade de ter um olhar próprio sob alguma outra coisa, de criar suas próprias fantasias. Ali começava meu primeiro passo em direção à um grande sonho, que hoje me possibilitou estar aqui, escrevendo minha própria coluna.

E o resto? Bom, o resto é história.

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