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Inadimplência: cenário, expectativas e alternativas via cooperativismo de crédito

2020 foi um dos anos mais desafiadores para a economia

09/03/2021 10h45
Por: André Oliveira
Inadimplência: cenário, expectativas e alternativas via cooperativismo de crédito

 

Pode parecer estranho, mas é verdade: embora 2020 seja o ano mais desafiador para a economia, a taxa de inadimplência que observamos no final do ano passado e no início deste ano era muito baixa. Embora esse indicador possa aumentar em 2021, além das mudanças no clima do mercado, este ano parecemos estar em um nível controlável.

Dados do Banco Central do Brasil mostram que, considerando a série histórica desde dezembro de 2016 (4% vencidos) e outubro de 2020 (neste mês), as dívidas vencidas há mais de 90 dias (geralmente mais de 90 dias) caíram para o nível mais baixo. Na época, era 2,4%.

Se considerarmos o aumento do desemprego durante a pandemia e a queda da renda brasileira, o fato é surpreendente. Portanto, é compreensível que esse fenômeno seja resultado de uma série de ações do governo, junto às instituições financeiras, para evitar que o crédito se esgote na economia, por meio da utilização de recursos de estoques e do BNDES, e aumentar com urgência a margem de crédito: para as instituições respirarem, mas também Extensão de capital para negócios de crédito, etc. De fato, uma importante revista internacional reconhece que o presidente do Banco Central do Brasil se tornará o melhor presidente das Américas e da categoria global em 2020, justamente por sua resposta rápida e eficaz durante a crise.

Outro fator que afeta gravemente essa situação é o atendimento emergencial, que ajuda várias famílias a manterem suas contas em dia, por exemplo, levando em conta as contas de luz e água. De acordo com a Pesquisa de Dívida e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias endividadas no Brasil caiu pelo terceiro mês consecutivo em novembro, atingindo o menor nível em Outubro. Oito meses. O percentual de pessoas que declararam dívidas (cheques vencidos, cartões de crédito, saques a descoberto, crédito em loja, empréstimos salariais, empréstimos pessoais, parcelamento de automóveis e residências) atingiu 66% em novembro, o mesmo percentual de fevereiro de 2020, antes da pandemia.

Embora o período de rolagem da dívida das instituições financeiras e o período de validade da assistência governamental tenham expirado, as expectativas das pessoas ainda podem ser otimistas. Os indicadores mostram que até 2021, a recuperação econômica será mais forte. Mesmo no médio prazo, há incertezas quanto à continuidade dos efeitos das medidas acima, mas é importante considerar o papel fundamental do crédito no desenvolvimento. Economia local. Como já foi amplamente discutido, os maiores desafios no futuro são as reformas econômicas, a resposta a pandemias e a sustentabilidade fiscal das contas públicas.

Cooperativa de crédito

É importante que as instituições financeiras continuem a expandir seu acesso a recursos a custos acessíveis e a estender o prazo de vencimento. Nesse caso, as cooperativas de crédito têm mostrado potencial para desempenhar um papel e se ver como um importante motor da economia.

Uma cultura cooperativa baseada na responsabilidade compartilhada é um exemplo de como cooperar de forma controlada. Ao se tornar o dono do negócio, cada associado é responsável pela direção da sustentabilidade e do desenvolvimento da cooperativa de crédito. Por isso, as pessoas estão mais atentas à manutenção do equilíbrio dos resultados, o que é realizado por meio de uma série de ações que visam manter a qualidade das carteiras de crédito, garantindo baixos riscos e controlando a inadimplência mesmo em condições econômicas desafiadoras. Nas cooperativas de crédito, há menor assimetria de informação entre associados e instituições, e é essa proximidade que torna o crescimento da carteira maior e mais sustentável.

É importante destacar também que, seja nas cooperativas de crédito, seja nas instituições financeiras mais tradicionais, a evolução digital sustenta o modelo de crédito adotado. Essas organizações têm ferramentas técnicas para coletar, gerenciar e analisar informações e têm aprimorado suas capacidades de controle de risco e a eficiência de seus planos de concessão de recursos.

Todos esses fatores se somam para criar um ambiente favorável para o mercado de crédito nos próximos meses, de forma que ele possa se desenvolver enquanto a inadimplência (mesmo com pequena alta) ainda estiver sob controle.

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